abril 18, 2010

Giz

Poema de giz
Faz-me tão feliz.

Vó, me dá a caixa de giz.
Pra quê?
Vó, me dá!
Desenho de giz...








p              u      c                                   o ô ô
   a         i             o          o      v e n t o
      r  t                      m 






[fuh...


F             u          o                                  tempo
  u        i                       t             l
      g                                   a




 - Ah...
Suspiro junto ao cantar dos pássaros
Outros devem suspirar por tais motivos -




Leia a postagem em Maiêutica sobre Capitu: Um umbigo literário

14 comentários:

Í.ta** disse...

lindissíssimo.

adorei as subidas e descidas dos versos :)

Bєzєяяɑ Guimɑŗãeร disse...

Muito obrigada!


Beijos,
Ry.

Jefferson Bessa disse...

como o tempo se move, os seus versos dançam!

Beijos.

Jefferson.

Bєzєяяɑ Guimɑŗãeร disse...

Obrigada, Jefferson.


Beijos,
Ry.

Bєzєяяɑ Guimɑŗãeร disse...

Eu gosto de versobrincar...

rsrsrs


Beijos,
Ry.


;)

the_k disse...

Foto de Capitu né?

Cara muito bom.

Adoro textos simples, e além disso a formatação ficou fantástica.

Bєzєяяɑ Guimɑŗãeร disse...

Muito obrigada, The_k.


Beijos,
Ry.

Paulo Medeiros disse...

Sublime!!!!

j maria castanho disse...

PASSEIO EXISTENCIAL




No fundo do amor está o amor.
À volta, no cimo, estão diversas coisas
Que às vezes nos entretêm: os nomes,
Principalmente, os nomes!
Somos todos iniciados na técnica de compreender
Que Outono é quando as folhas caem!


Podíamos passar por entre elas...
Ser-lhes a invocação imediata...
Enfim! Sermos díspares parcelas
Desse jogo infinito, a concordata...
...Um tratado! Caminhamos..., elas caem,
O sol vem recortante, capilar,
E os olhos descem e cerram, descem
Para dentro em busca do seu começar!

As pombas rodam, rodam as árvores,
Codificam-se os gestos e as cores
E faz imenso vento ruissussurrante
Mexendo as vestes, os cabelos
Os endereços, os remetentes, os selos
A imagética do corpo tonificante
E o chiar dos pneus, o tilintar eléctrico
A voz anunciante, o nome métrico.
Se nos liquidamos as pombas saem
Do quadro – é melhor deixá-las ficar
Como se fossem paz à volta do amor
Coisas, nomes principalmente, a rodar
A voar!...


Estamos num jardim: um qualquer!
Faz menção de sermos homem e mulher
(É que podíamos!... Deveras!) Ou avenida!
Porque não sonhos?... O sonho também!
Um saco deles! Bagagem de mistério...
Um livro... Um quarto de aluguer...
Pessoas amorfas que vão e que vêm
E que arrastam consigo toda a vida,
E um odor a incesto e adultério...


E os olhos cerram, descem, descem...

E os olhos cerram, descem, descem...


Deixámos os lábios que sabem a amizade:
Deixámos as roupas que usam o desejo:
Deixámos o sangue que cozinha prazer:
Deixámos as mãos que esculpem carinho:
Deixámos a palavra que recita a verdade:
Deixámos a despedida que encontra o beijo:
Deixámos o sol que encanta o crescer:
Deixámos o vento que murmura caminho:
Mas os olhos cerram, descem, descem...

Mas os olhos cerram, descem, descem...

Mas os olhos cerram, descem, descem...


Há, então, um pestanejar: o sonho agita-se.
E os olhos cerrados, descidos, perguntam:
«Para onde vais?» - somos feitos assim!
E cada um pensa e contrai-se.
Fecha-se. Circula. E as respostas ecoam:
«À procura de mim» «À procura de mim»
«À procura de mim» «À procura de mim»
«À procura de mim» «À procura de mim»

Camila de Souza disse...

Olhando nos seguidores do Blogger, vejam só o que encontro!

Um prazer. Logo hoje que eu disse a um amigo "mas para fazer poesia tem que ser mesmo bom, se não, não rola".

E não é que gostei disso aqui?! Por que está desatualizado?

Beijos,
Camila
ilimitada-mente.blogspot.com

Sylvio de Alencar. disse...

Bonito: seu post, e sua poesia.

Abrçs!

tonhOliveira disse...



A > ^ v > V o ° O E I !

d B a Z não EЯЯAs BÊ!

Lindos poemas!

Be:)os!

Lídia Borges disse...

Criatividade, alegria e saber dizer...


Lindo!!!

Vanessa Souza Moraes disse...

Fico encantada quando imagem e palavras combinam assim.